17 Janeiro, 2012

No Smoking.


Só tinha dois quando olhei dentro da caixinha. Peguei o quase último, logo pela manhã, mas depois achei cedo demais. O gosto da hortelã do creme dental ainda tava na boca. Geralmente quando é assim eu prefiro esperar o gosto sumir, misturados me viram o estômago. Daí pensei que teria que andar até o mercadinho perto do trabalho para comprar mais, e lá vai mais uma porcentagem de salário investido no meu sossega leão roliço. Deixa pra lá andar até o mercadinho. E se eu parasse com isso? Economizaria energia até lá. Quanta bobagem! Fumei o primeiro dos últimos dois... da caixinha. Enquanto a fumaça entrava e saía pela boca, o coração batia mais lento, e a velha e boa sensação de bem estar pairava sobre mim. 

Entre breves tragos pensava, pensava, pensava... E se eu não comprasse mais? Nunca mais. Nunca mais?

Agora enquanto escrevo já irritada, querendo deletar cada palavra, digo pro mundo: ÉÉÉÉÉ to tentando parar! Que saco! - Um dia depois. Nenhum cigarro e uma vontade de matar qualquer coisa, pessoa, objeto que exista, respire, ou se mova na minha frente. Não consigo sequer colocar ordem nas palavras. Só consigo dizer e escrever o que vem fácil na mente: VONTADE e FORÇA DE VONTADE. Me dá um trago, please?